APLICADOR DE BRINCO ALLFLEX

Aplicador De Brinco Allflex

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Aplicador de Brinco modelo Universal Total Tagger é possível fazer a aplicação de todos os conjuntos de brincos Allflex, exceto o modelo Tip Tag.
  • Simplicidade e facilidade de manuseio.
  • Alta durabilidade.
  • Inclui uma agulha reserva.
 
A utilização de brincos para a identificação animal é bastante comum, especialmente por ser um método de fácil aplicação e de boa visibilidade. Como para os demais métodos de identificação, é preciso que os procedimentos para a aplicação dos brincos sejam realizados de forma correta e segura, minimizando os riscos de acidentes e de falhas no processo. O principal ponto crítico da utilização de brincos é a falha na retenção, resultando na perda da identificação dos animais.
Há dois fatores principais que aumentam os riscos de perdas de brincos: produtos de baixa qualidade e falhas nos procedimentos de aplicação. Quando são utilizados brincos de boa qualidade, com a adoção de procedimentos corretos para sua aplicação, espera-se uma retenção de, pelo menos, 97% dos brincos aplicados ao ano, como definido pelo ICAR, o comitê internacional que avalia os sistemas de identificação para animais. Por exemplo, se brincos de boa qualidade forem aplicados adequadamente em 100 animais, após um ano deve haver pelo menos 97 animais com seus brincos.
Este resultado nem sempre é alcançado na prática, e as falhas de retenção podem ser muito altas, por vezes maior que 30%. Isto pela combinação de utilização de produtos de baixa qualidade e de falhas na execução dos procedimentos de manejo para aplicação dos brincos. Há muita variação de qualidade nos brincos disponíveis no mercado. Assim, no momento da compra dos brincos para identificar seus animais, escolha os de melhor qualidade, que devem apresentar as seguintes características: • Flexibilidade. • Girarem livremente na orelha do animal. • Apresentarem espaçamento adequado (8 mm) entre as partes“macho” e “fêmea” do brinco, garantindo boa aeração no local da aplicação. • Formato que diminua o risco de enroscar em cercas e arbustos. • Serem resistentes à radiação solar. • Apresentarem números ou letras com boa impressão, que não apaguem com o tempo. Assumindo que serão usados brincos de boa qualidade, o elemento chave para minimizar as perdas é a realização de um bom procedimento de aplicação.

Apesar da aplicação de brincos parecer uma tarefa fácil, não se iluda. Para realizá-la com efi ciência, é preciso planejamento e organização. O trabalho deve ser feito por pessoas capacitadas, usando equipamentos e materiais adequados e realizado de forma organizada e com os devidos cuidados de higiene. Se estas condições não forem respeitadas há maior risco de falhas na execução dos procedimentos, aumentando também os riscos de perdas de brincos e de erros na identifi cação dos animais. Além disso, quando a aplicação de brincos é realizada sem os cuidados necessários, há maior risco de acidentes com os trabalhadores e com os animais.

Planejamento e organização na aplicação de brincos

Sempre que possível procure aplicar os brincos na época mais seca e fria do ano. Fazendo isto há menor risco de bicheiras, que trazem prejuízos para a fazenda, perdas de brincos e sofrimento aos animais. Nos casos em que os brincos devem ser aplicados na época de chuvas, é recomendada a utilização preventiva de antiparasitários para o controle de bicheiras. Nesses casos deve-se também tomar mais cuidado no monitoramento dos animais após a aplicação dos brincos.

Instalações e equipamentos

Para proceder à aplicação de brincos em bovinos, não é necessário nenhum tipo de instalação especial. Quanto mais jovem for o animal, mais fácil será sua contenção e, consequentemente, mais simples o manejo para sua identificação. No caso da identificação de bezerros recém-nascidos, a aplicação dos brincos pode ser feita no local do nascimento, geralmente no pasto; realizando a contenção manual, restringindo os movimentos do corpo e da cabeça. Para animais mais velhos, faça a aplicação dos brincos no tronco de contenção. Contenha bem o animal, prendendo o pescoço, com a pescoceira, o mais próximo da cabeça do animal, ao invés de fazê-lo na base do pescoço, próximo à paleta. No caso de troncos de contenção com duas pescoceiras, faça o uso de ambas para conter o animal com a finalidade de colocação de brinco.
É recomendado ter mais uma pessoa para conter a cabeça do animal, seja com as mãos ou com o uso de um cabresto ou uma corda. Faça isto para prevenir os movimentos da cabeça, que dificultam o manejo e que podem resultar em acidentes. Atenção! A contenção dos animais deve ser mantida até que o alicate tenha sido retirado da orelha. Movimentos bruscos nesse momento podem rasgar a orelha. O mau posicionamento do alicate aplicador de brincos na orelha e a falta ou falhas na contenção dos bovinos no momento da aplicação de brincos podem causar muitos problemas, dentre eles: fechar o brinco fora da orelha (brinco perdido), rasgar a orelha do animal (que causa sofrimento desnecessário, aumenta o risco de perda do brinco e exige cuidado do ferimento) e aplicar o brinco em local não recomendado (maior risco de perda do brinco).

Antes de iniciar a aplicação, certifique-se que os equipamentos estejam em boas condições para o trabalho. O alicate aplicador deve estar limpo, lubrificado e alinhado (o que facilita o seu uso) e a agulha (onde se coloca a parte “macho” do brinco) não deve estar solta ou torta (pois estas condições causam danos ao brinco e fazem com que o mesmo não fique bem fixado).
No caso da agulha estar solta, aperte-a com FIXA RETA chave de fenda de tamanho apropriado. Agulhas tortas devem ser trocadas. Dependendo do aplicador utilizado, há uma agulha sobressalente na parte interna do cabo, para substituição em caso de necessidade.

A aplicação dos brincos

Durante os procedimentos para a aplicação dos brincos lembre-se sempre que o objetivo é estabelecer uma identificação única e definitiva. Portanto, certifique-se que não há brincos com números repetidos e realize a aplicação da forma correta. Trabalhe sempre com muita calma e atenção! Esta é a melhor forma para evitar erros. O brinco deve ser posicionado na parte central da orelha e entre as duas nervuras principais, oferecendo boas condições de retenção e de visualização. Para definir o local correto da aplicação, considere os dois pontos extremos da orelha do animal, localizados na borda superior e na inferior, como indicado na figura abaixo. Trace uma linha imaginária entre esses dois pontos e encontre nessa linha a posição central entre as duas nervuras principais (em posição horizontal na orelha dos animais).
Esse é o local de aplicação do brinco, onde ele fica mais protegido dentro da orelha do animal, pois é o ponto de maior resistência (com menor probabilidade de perdas) e de menor risco de enroscar em cercas ou arbustos, além de permitir boas condições para leitura visual dos números. Esta forma para definir a posição do brinco é válida tanto para animais de orelha pequena (como no gado europeu) como para os de orelha grande, e mesmo para os de orelha muito grande (zebuínos). Para a aplicação do brinco, mantenha o alicate em posição vertical (em pé) em relação ao solo, fazendo assim será possível aplicá-lo no local correto da orelha. Quando se utiliza o alicate aplicador na posição horizontal (deitado), especialmente em zebuínos adultos, o brinco é aplicado na ponta e não no meio da orelha. Evite problemas! Não aplique brincos nas pontas, nas partes de baixo ou de cima e nem sobre as nervuras da orelha.

O processo de cicatrização e o risco de bicheiras

A completa cicatrização do furo ocorrerá em algumas semanas após a aplicação do brinco. Nesse período, com a ferida aberta, há maior risco de infecções, inflamações e instalação de bicheiras, que podem fazer com que o brinco caia ou tenha que ser removido. Para reduzir esses riscos, aplique os brincos com muito cuidado e higiene. Não trabalhe com equipamentos e brincos sujos de barro, fezes ou poeira. Utilize pastas repelentes de moscas (unguento) nas bases de ambas às partes (“macho e fêmea”) dos brincos, mantendo uma camada desse produto entre o brinco e a orelha do animal. Com isto esperase reduzir a presença de moscas na área lesionada. Dependendo da incidência de bicheiras (que é muito variável entre regiões, propriedades e setores de uma mesma propriedade, e também varia em função da época do ano), será necessário ampliar as ações preventivas para seu controle. Isto pode ser feito, por exemplo, aplicando antiparasitário injetável com ação especifica contra bicheiras de forma preventiva e de longo efeito.
Em situações de extremo risco de infestação, quando a frequência de aparecimento de bicheiras é alta, mesmo com a adoção dos cuidados para evitá-las, é recomendado fazer furos nas orelhas dos bezerros, aproveitando o momento do manejo de cura do umbigo. Estes furos devem ser feitos exatamente nos locais onde serão aplicados os brincos. Para isso, utilize um furador (que já se encontra disponível no mercado) ou mesmo um vazador de couro. O furador deve estar limpo, sem ferrugem, bem afiado e sem deformações na área de corte.
O tamanho do furo é muito importante, use furadores com 6 mm de diâmetro.
Furos menores que 5 mm fecham, devido à cicatrização, e os furos maiores (com 7 mm ou mais) aumentam os riscos de perdas de brincos, pois com o crescimento dos bezerros, eles aumentam de tamanho.
Os brincos serão colocados mais tarde, após a completa cicatrização dos furos, de preferência aproveitando um dos manejos de rotina, como na vacinação ou na desmama, por exemplo. Logo após a colocação do brinco, com o animal ainda contido, é recomendada a aplicação de repelente de moscas em ambas as partes (“macho” e “fêmea”). Dê preferência para repelente incolor para não manchar o brinco. Lembre-se! Quando aplicamos brincos nos animais, estamos colocando um “corpo estranho” nas suas orelhas. Por isso é necessário realizar inspeções periódicas para monitorar eventuais problemas e tomar ações para resolvê-los o quanto antes. As inspeções devem ser frequentes nos primeiros 15 dias após a aplicação dos brincos (se possível diariamente) e também quando há maior risco de infestação (quando faz muito calor e a umidade do ar é alta, em locais com alta ocorrência de moscas e quando o brinco for aplicado muito próximo à cabeça do animal).
Identifique os animais com orelha sangrando, inflamada ou “melada”, e também aqueles que coçam ou balançam muito a cabeça e que ficam apartados do rebanho. Leve-os ao curral para uma inspeção mais cuidadosa. Procure ovos e larvas de bicheira e, em caso positivo, retire o brinco, aplique produto larvicida no local e proceda a limpeza na área afetada, retirando ovos e larvas. Em casos mais graves, consulte um veterinário, pois pode ser necessário o uso de antiinflamatórios e antibióticos.




 

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