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Cordeiros sadios adoecem menos, apresentam melhor ganho de peso, menor taxa de mortalidade e maior chance de sobrevivência. A adequada cura de umbigo é um dos cuidados iniciais primordiais com os recém-nascidos, além da boa condição das matrizes durante a gestação e a lactação.

O cordão umbilical liga o feto à mãe durante toda a gestação. Ele é formado por estruturas que tem ligação direta com o corpo do animal – artérias, veia e úraco.

No momento do parto, essas estruturas se rompem e, com o tempo, perdem suas funções e atrofiam. Para acelerar este processo, evitando infecções e infestação por miíase (bicheira), a cura deve ser feita logo após o nascimento, com tintura de iodo 10%, e deve ser repetida até o 3º dia de vida do animal. O coto umbilical deve ser completamente imerso na solução.

É importante que cordões umbilicais grandes demais sejam reduzidos de tamanho. Deve-se cortar o umbigo com tesoura devidamente higienizada e estéril, deixando apenas dois dedos de comprimento do cordão.

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Redução do comprimento do umbigo com tesoura devidamente higienizada

A tintura de iodo promoverá a desidratação do coto umbilical e o colabamento das estruturas. Desta forma a porta de entrada de bactérias causadoras de infecções será fechada. O ressecamento do umbigo também evita a atração de moscas.

Para que a cura de umbigo seja efetiva, também é importante que os cordeiros permaneçam em um ambiente limpo. A sujeira aumenta a probabilidade de ocorrência de infecção umbilical, além de inativar a ação do iodo quando em contato com matéria orgânica.

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Instalações sujas, expondo os cordeiros a grandes desafios

As consequências de falhas na cura de umbigo ou ausência desta prática são a maior susceptibilidade a doenças como diarreias, pneumonias e artrites, prejuízo no desenvolvimento e morte.

Fonte: Talita Silva, médica veterinária – Rehagro

Foto: Rural Centro

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mercado chinês está de volta à agenda de exportações da carne bovina brasileira. O anúncio foi feito nesta quinta, dia 17, pela presidente Dilma Rousseff durante a visita oficial do presidente da República Popular da China, Xi Jinping. Com isso, o Brasil retoma a comercialização, que girava em torno de US$ 37,7 milhões até 2012, ano em que as negociações foram interrompidas.

O embargo da carne bovina brasileira pela China aconteceu após notificação do caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), o Mal da Vaca Louca, no Estado do Paraná, em dezembro de 2012. Para o ministro da Agricultura, Neri Geller, a reabertura do mercado fortalece ainda mais a posição do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

– É um reconhecimento à qualidade da nossa produção e robustez do nosso sistema de vigilância sanitária animal. O Brasil saiu fortalecido com o caso (atípico de vaca louca em maio) em Mato Grosso e o certificado da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) que considerou o Brasil com o status de risco insignificante (da doença) – declarou.

O ministro disse que a estimativa é de que o país asiático compre até US$ 1 bilhão do produto brasileiro em 2015.

– Estamos com uma expectativa, com a barreira fitossanitária sendo quebrada [pela China], de exportamos de US$ 800 milhões a US$ 1 bilhão no próximo ano – disse Geller.

O governo chinês concordou em habilitar nove plantas para exportação. O ministro estimou entre 30% e 35% o crescimento do consumo de carne bovina pela China em 2015.

– Em 2009, quando abrimos o mercado, a China importava US$ 44 milhões em carne bovina do mundo e do Brasil foi US$ 2,5 milhões. Em 2012, quando perdemos o mercado, era US$ 255 milhões (importados) do mundo, o Brasil exportou naquele ano US$ 37,768 milhões – recordou.

Agora, o Neri Geller acredita que o Brasil possa absorver a maior parte do mercado chinês, que no ano passado importou US$ 1,3 bilhão. Com isso, as exportações para o país asiático poderão responder por cerca de 20% do total exportado pelo Brasil.

Além da carne bovina, outros acordos também foram fechados entre os dois países. Dentre eles estão o comprometimento da China em agilizar a normalização da importação de pet food brasileiro – embargado em 2013 – e alteração do protocolo para exportação de tabaco para o país, a fim de incluir as exportações dos Estados de Santa Catarina e Paraná.

Por outro lado, o Brasil comprometeu-se em atribuir atenção especial ao processo de habilitação de novos estabelecimentos para importação de pescados e de tripas, e também a revisar seus requisitos para importação de envoltórios naturais de caprinos e ovinos, para garantir a normalidade das exportações chinesas deste produto ao Brasil.

FONTE: Rural BR

 

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Durante o inverno os cuidados devem ser redobrados com o rebanho. A época seca é ideal para a disseminação de doenças respiratórias, como a bronquite e pneumonia, podendo causar grandes males nos animais.

A estiagem afeta, em particular, os bovinos, pois a falta de chuvas atinge diretamente as condições das pastagens, tornando-as escassas.

A veterinária da UCB Saúde Animal Gisele Andrade ressalta as ameaças das doenças de inverno. “Em grandes animais os perigos desses males podem se potencializar se eles não estiverem em condições de saúde, ambientais e nutricionais adequadas, e considerando a forma de transmissão de determinada doença, o risco de todo o rebanho se contaminar e desenvolver a patologia também é maior”, conta. Os proprietários, porém, não precisam se preocupar com a própria saúde, pois essas doenças não são consideradas zoonoses, ou seja, não são transmitidas aos humanos.

Para um tratamento eficaz, é necessária a consulta de um médico veterinário que indicará o procedimento adequado. Comumente são utilizados medicamentos antimicrobianos na terapia.

Porém a Veterinária recomenda cuidado com os animais já debilitados ou com algum fator de risco. “Qualquer doença pode ter um quadro de evolução que os levem a óbito, principalmente entre aqueles mais jovens ou idosos, ou os não vacinados adequadamente e em condições de má nutrição, o que os tornam mais susceptíveis a doenças, não só às de inverno, mas como qualquer outra”, completa.

Fonte: Notícias da Pecuária

 

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O valor médio  ficou cotado em R$ 1.040 e diante deste valor, o produtor do Estado consegue comprar 1,85 bezerro com a venda de um boi gordo, cuja a arroba teve valor médio de R$ 118 em Mato Grosso do Sul no período.

“O bezerro está muito valorizado nesse momento porque lá atrás, diante da realidade do mercado na época, houve a necessidade de abate de matrizes, reduzindo a oferta do bezerro, que hoje está com a demanda aquecida”, pondera a gestora econômica da Famasul, Adriana Mascarenhas.

A gestora econômica da Famasul projeta que o cenário de valorização da arroba do boi gordo deve se manter até meados de 2015 motivado, principalmente, pela redução de oferta e exportação aquecida, o que irá refletir também na comercialização do bezerro.

Fonte: Famasul

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A pecuária brasileira, principalmente a de corte, ocupa hoje uma posição de destaque na economia do país. Atualmente, o Brasil é o primeiro exportador de carne in natura, sendo seguido pela Austrália e Estados Unidos. O rebanho bovino no Brasil, em 2011, atingiu 180 milhões de cabeças, sendo que desse total, 41% é representado por fêmeas acima de 2 anos (aproximadamente 74 milhões). Além disso, é importante destacar que, 80% é constituído por bovinos de corte com origem, predominantemente, Bos indicus (ANUALPEC, 2012).

Em relação ao uso de biotecnologias, muitos países inseminam quase a totalidade de seus rebanhos bovinos. Calcula‐se que mais de 106 milhões de fêmeas sejam anualmente inseminadas em todo o mundo. No entanto, no Brasil, apesar de a venda de sêmen ter crescido mais de 50% nos últimos 10 anos, apenas 10% das fêmeas em idade reprodutiva são inseminadas (ASBIA, 2013). É sabido que através da IA convencional, é possível promover o melhoramento genético. Entretanto, a sua utilização sempre foi dificultada, principalmente, pelos problemas relacionados à detecção de cio, anestro pós-parto prolongado e puberdade tardia (Baruselli et al., 2006). Dessa forma, nos programas de IA que dependem da observação de cio, os resultados são lentos e o custo é elevado, o que faz com que a técnica se torne ineficiente (Mapletoft et al., 2008). Isso mostra que, de fato, ainda existe uma grande necessidade de se investir em biotecnologias que visam eficiência reprodutiva e melhoramento genético, a fim de promover o desenvolvimento da pecuária nacional.

Atualmente, os métodos de sincronização da ovulação para inseminação artificial em tempo fixo (IATF) possibilitam contornar esses problemas, ou seja, com o advento da IATF tornou-se possível obter melhoramento genético associado à eficiência reprodutiva.

Porém, mesmo com a IATF contornando todos os problemas citados acima, diversas fazendas ainda não conseguem atingir todos os objetivos quando utilizam touros de repasse após os protocolos de IATF. Um dos entraves desse manejo reprodutivo está na necessidade de um maior número de touros para a realização do primeiro repasse, uma vez que as fêmeas voltam em cio (cio de retorno) de forma bastante sincronizada (Marques et al., 2012). Além disso, com esse manejo é possível obter apenas, em torno de 50% de bezerros de IA, número esse que muitas vezes não é suficiente para atender a demanda do mercado ou atender a demanda do sistema produtivo adotado pela própria fazenda.

Dessa forma, buscando contornar tais impasses, outra opção de manejo que vem se destacando na atualidade é a ressincronização, ferramenta que já é amplamente utilizada em fazendas de leite de diversos países. No entanto, nos rebanhos de corte no Brasil, ainda é pouco utilizada. Mas têm despertado o interesse de muitos técnicos e pesquisadores que trabalham com manejo reprodutivo de fêmeas de corte (Marques et al., 2012). Tal técnica consiste no uso do protocolo de IATF, associado ao diagnóstico precoce de gestação (próximo de 30 dias após IA) e à subsequente ressincronização das fêmeas vazias, ou seja, é a repetição do protocolo de IATF nas fêmeas que não emprenharam da primeira IATF (Figura 1). Dentre as vantagens podemos citar a maximização do número de matrizes gestantes de IA no início da estação de monta e a possibilidade de reduzir o número de touros necessários ao repasse após a ressincronização.

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Figura 1. Desenho esquemático dos manejos para a ressincronização de fêmeas de corte para IATF. Demonstrando o início da ressincronização no dia do diagnótico de gestação (28 a 32 dias após a primeira IATF), apenas nos animais não gestantes. Sincronização – protocolo de sincronização da ovulação; IATF – inseminação artificial em tempo fixo; US – diagnóstico de gestação por ultrassonografia. (Marques et al., 2012).

No que diz respeito aos protocolos utilizados na ressincronização, deve-se utilizar o mesmo protocolo adotado na primeira IATF. Lembrando que a escolha do protocolo deve ser feita levando em consideração a categoria animal trabalhada.

Marques e colaboradores, em 2012, publicaram uma compilação de dados referentes à estação de monta de 2009-2010 e 2010-2011. Foi demonstrada que a taxa de prenhez à primeira IATF foi de 56,1% e na ressincronização foi de 49,3%, totalizando prenhez acumulada de 77,8%, alcançada dentro dos primeiros 40 dias da estação de monta. Houve uma variação das taxas de prenhez conforme a categoria animal trabalhada, sendo que vacas multíparas (56,3% e 52,7%) e novilhas (58,4% e 52,6%) apresentaram taxa de prenhez superior em relação às primíparas/secundíparas (53,1% e 34,9%), à primeira e segunda IATF, respectivamente. Ainda assim, foi possível obter acima de 75% de taxa de prenhez nos primeiros 40 dias de EM (incluindo todas as categorias animais), mantendo o intervalo entre partos médio de 11,6 meses (Figura 2).

Vale destacar que a categoria primípara/secundípara, na grande maioria das vezes, é a que se apresenta em maior grau de desafio nutricional. Uma vez que são fêmeas de primeira cria (jovens) que ainda se encontram em fase de crescimento e já estão com bezerro ao pé, ou seja, além do estresse do parto, da produção de leite e dos cuidados com o bezerro, ainda necessitam disponibilizar nutrientes para crescer. Tal condição potencializa a diminuição do escore de condição corporal no período após o parto e, consequentemente, as tornam mais susceptíveis aos baixos resultados, reduzindo a eficiência reprodutiva, principalmente quando mantidas em regimes, exclusivamente, a pasto (Sá Filho et al., 2012).

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Figura 2. Taxa de prenhez à primeira IATF e à ressincronização para segunda IATF em vacas de corte (Bos indicus) de diferentes categorias animais (novilhas, primíparas/secundíparas e pluríparas). Dados de 9.717 sincronizações para IATF durante as EM de 2009/2010 e 2011/2012 (Marques, et. al. 2012).

Contudo, acredita-se que utilizando o intervalo ideal do parto ao início do protocolo IATF, combinado ao suporte para o crescimento final do folículo (tratamento com eCG durante o protocolo de IATF) e o  escore de condição corporal ≥ 3 é possível obter resultados satisfatórios na IATF de vacas primíparas e, consequentemente, reduzir a variabilidade na taxa de prenhez em relação às fêmeas multíparas. Confirmando que, apenas com a integração dos aspectos nutricionais, sanitários e reprodutivos é possível obter sucesso nos programas de IATF nestas categorias de maior desafio (Sá Filho et al., 2012). Neste sentido, seguem abaixo os dados de prenhez de uma fazenda situada no município de Piçarras, no estado do Pará, referentes à estação de monta de 2012-2013 (Figura 3). A fazenda utilizou a linha reprodutiva Ourofino e o manejo adotado foi IATF + ressincronização. Os resultados comprovam que o uso de duas IATFs (sincronização + ressincronização) é uma excelente ferramenta para incrementar os índices reprodutivos/produtivos e elevar a lucratividade de uma propriedade de corte, independente da categoria animal trabalhada. O protocolo de IATF que foi utilizado pela fazenda tanto na IATF, como também na ressincronização, segue ilustrado na Figura 4.

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Figura 3. Taxa de prenhez à primeira IATF e à ressincronização (segunda IATF) em vacas de corte (Bos indicus) de diferentes categorias animais (primíparas e multíparas). Dados 1624 animais trabalhados, num total de 2345 sincronizações, durante as EM de 2012/2013.

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Figura 4. Figura ilustrativa do modelo do protocolo de IATF com a linha reprodutiva Ourofino utilizado pela fazenda durante IATF e ressincronização.

Como conclusão, temos que a correta condução dos trabalhos durante a estação de monta, certamente, resultará em bons resultados em todas as categorias animais. No entanto, vale lembrar que vários fatores podem afetar a taxa de prenhez, dentre eles devemos destacar a importância do uso de mão de obra treinada e qualificada, correta aplicação e conservação dos hormônios utilizados, seleção das fêmeas (avaliação de escore de condição corporal e “status” reprodutivo), condições adequadas de manejo, nutrição e sanidade, a qualidade do sêmen utilizado e sempre utilizar o protocolo mais indicado para cada categoria animal.

Na Agroline você encontra a linha completa de inseminação artificial de bovinos da Ourofino Agronegócio.

Fonte: Ourofino Agronegócio

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Começou a valer nesta terça, dia 1º de julho, a Instrução Normativa 62, que trata da qualidade do leite, nas propriedades rurais de três regiões do país. De acordo com o Ministério da Agricultura (Mapa), quase 40% dos produtores do país ainda não estão adequados às novas regras.

André Desjardins Antunes é um exemplo. O produtor investiu R$ 120 mil na infraestrutura e no maquinário para a ordenha, na propriedade que fica em Piracicaba, no interior de São Paulo. Para a limpeza da ordenhadeira mecânica, um dos principais cuidados é com a qualidade da água, que é tratada com cloro e está em temperatura de 70 graus.

– Ela pode ser o grande vilão. Pode ser o veiculador dos patógenos. Então, a qualidade da água na propriedade rural é importante – explica o produtor.

Todo o procedimento mecanizado, sem contato manual, local adequado para armazenar o leite e a temperatura de quatro graus centígrados são alguns dos cuidados para cumprir a Instrução Normativa 62. A norma substitui outra Instrução Normativa, a 51, e muda os parâmetros para a contagem bacteriana total (CBT) e a contagem de células somáticas (CCS).

A CBT indica a contaminação do leite por microorganismos. O índice foi reduzido de 600 mil unidades formadoras de colônia por mililitro, para 300 mil unidades. A CCS demonstra se há inflamação da glândula mamária. O índice foi reduzido de 600 mil para 500 mil por mililitro.

A norma vale para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. Produtores do Norte e do Nordeste têm mais um ano para se adequar à instrução normativa. As indústrias são as responsáveis pela realização das análises do leite, todos os meses.

– O Mapa encomendou um relatório junto a rede brasileira de laboratórios, pouco tempo atrás, e cerca de 38% não se enquadravam ainda na normativa – diz o engenheiro da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), Tiago José Cavalheiro.

No Estado de São Paulo, o Programa de Microbacias do Cati já destinou, aproximadamente, R$ 1 milhão para cooperativas e produtores de leite da região de Piracicaba (SP), para a compra de equipamentos que melhoram a qualidade do leite produzido.

– Uma parte desse recurso é subsidiado pelo governo e tem uma contrapartida de 30% a 50% do empréstimo. Esse recurso, na verdade, é pra fortalecer a cadeia e vem desde equipamento pro laticínio de produção, linha de produção, como também a parte de produção no campo, dos produtores – orienta o coordenador do projeto do Cati, Gustavo Ferraz de Arruda Viera.

O produtor que cumpre as exigências da Normativa 62 costuma receber mais pelo litro do produto, são centavos que fazem diferença conforme o volume comercializado, garantindo faturamento. O analista Daniel Bedoya, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), acredita que o investimento para melhorar a qualidade do leite é pequeno e que a indústria tem papel decisivo para que todos os produtores façam as adequações necessárias.

– Se a indústria não propiciar este incentivo ao produtor rural, que seria com bonificação, ou mesmo a penalização se ele trouxer um leite de pior qualidade, ele não terá o incentivo que  necessita para o investimento na atividade – aposta Bedoya.

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Quando o assunto é cerca elétrica rural, são muitas as dúvidas na hora de se utilizar da maneira correta, e o Gerente Comercial da Tru-Test Brasil Ernesto Coser Netto, tira todas as dúvidas no texto abaixo.

O mercado de cerca elétrica rural em países onde a tecnologia esta desenvolvida e madura, como em vários países da Europa, Austrália e principalmente na Nova Zelândia, pioneiros na tecnologia e reconhecidamente mestres em manejo de pastagens, é muito grande, chegando a ser o terceiro maior faturamento dentro de grandes revendas, perdendo para Defensivos, fertilizantes e medicamentos.

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E o por quê, por lá a tecnologia é disseminada e sinônimo de solução, de praticidade e eficiência e por aqui é tratada de forma marginal é o que me pergunto.

Em minhas viagens pelo Brasil, tenho visto uns poucos aparelhos jogados nos cantos das lojas e de cada 10 produtores que converso,  9 me relatam insucessos com a tecnologia cerca elétrica.

Subdivisão de pastagens é a primeira ferramenta a ser utilizada em uma fazenda quando se pensa em aumentar sua produtividade.

Mas o custo de construção de cerca convencional com 5 fios e lascas a cada 5 m, custa em torno de R$8.000,00 por km, somando custo de mão de obra, madeira e arame, varia para mais ou para menos de acordo com custo da madeira e mão de obra.

R$           1.500,00 Arame
 R$          4.000,00 Madeira
 R$          2.500,00 Mão de Obra
 R$          8.000,00 Total

 

Este alto custo faz com que poucos proprietários subdividam suas fazendas para poder otimizar o pasto. O que poderia aumentar em muito a lotação da fazenda e logicamente sua produtividade.

A opção que eles têm é a cerca elétrica, mas devido aos altos índices de insucessos, é cada vez menos utilizada. Ou é utilizada de forma mista. Como não confiam no choque acabam reforçando a cerca.

O conceito correto da cerca elétrica é que o choque contem o animal e não a robustez da cerca. Mas com deficiências no choque é necessário reforçar a cerca, tornando a tecnologia cara.

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O custo de construção de uma boa cerca elétrica não ultrapassa a 1/3 do custo de uma convencional, e o que se gasta com materiais de cerca elétrica fica no máximo 15% do total gasto na cerca.

A madeira na cerca elétrica tem a função de segurar o fio de choque na altura correta da categoria animal que estamos querendo conter, se usa mais ou menos madeira de acordo com o relevo da fazenda e, se conseguir manter o choque alto por todo o tempo, poderá aumentar cada vez mais a distancia entre as lascas.

Sei de fazendas que usam lascas de madeira, varetas plásticas ou vergalhões a cada 50 metros e sem entrevero algum. É o relevo do terreno que nos obriga a colocar mais ou menos madeira e não a insegurança na tecnologia.

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O número de fios a serem usados, também depende do tipo de animal que desejamos conter, se temos animais adultos e jovens é necessário usar 2 fios. Se a propriedade fica em regiões que ocorrem secas é necessário passar um fio ligado ao aterramento na cerca, para que o fio aterrado faça o papel do solo, que sem umidade ou muito arenoso não tem condutividade.

A mão de obra pode ficar muito mais barata, pois o trabalho é muito menor. Qual o custo de se fazer um buraco na chão a cada 5 metros e compare com um buraco no chão a cada 50 metros.

Lembrem que a cerca elétrica é muito utilizada em países onde não se tem mais mão de obra disponível ou barata e, portanto, precisam de tecnologias de fácil instalação e reduzido nível de mão de obra de manutenção, pois não possuem funcionários para tais serviços e não podem e não querem ficar fazendo retrabalho.

Por km
Arame 3 fios  R$    900,00
Madeira A cada 25 metros ou mais  R$    600,00
Mão de Obra Mais Barata  R$ 1.500,00
Material de cerca elétrica Máximo 15% por km  R$    400,00
Total    R$ 3.400,00

 

Então, se a tecnologia é tão boa e barata, por que não é mais difundida e bem sucedida aqui no Brasil?

Em minha opinião, o motivo para este descrédito se deve a antiquada tecnologia e baixa potência dos eletrificadores vendidos no país e principalmente falta de conhecimento básico sobre esta tecnologia.

Pergunte ao técnico que lhe assiste:

O que é Joule?

Qual diferença entre Joule armazenado e liberado?

Qual voltagem mínima que os animais respeitam?

Como protejo meu sistema de quebra por raios ou oscilação de voltagem na rede elétrica?

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Por que incrível que pareça, apesar da subdivisão de pastagens ser a primeira ferramenta a ser utilizada nas fazendas para aumentar a produtividade delas, nós na faculdade, não aprendemos nada sobre esta tecnologia.

Outro ponto importante é a falta de normatização do setor, onde o consumidor fica refém dos vendedores que não entregam o que prometem.

Joule é a unidade de potência que se usa para eletrificadores, que uma boa analogia é comparar ao HP, onde quanto mais Joule  mais força o eletrificador possui.

Mas existe ainda a diferença entre o Joule armazenado, que o que ele armazena e o Joule liberado que é o que realmente importa e se refere a quanto de potencia ele despeja na cerca.

Os animais respeitam a cerca elétrica se ela estiver maior que 3.000 volts, menos que isto você não tem cerca. E quanto maior a voltagem na cerca melhor será.  Não podendo ultrapassar 12.000 volts, que pode trazer risco aos animais. A amperagem nestes equipamentos não podem ultrapassar 0,025A, é o que determina a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Devemos usar bons sistemas Para-Raios para desviar os raios que caem sobre a cerca e usar estabilizadores para proteger o eletrificador de oscilações de voltagens na rede elétrica. Fazendo isto seu aparelho estará protegido e dificilmente quebrará e deixará sua cerca vulnerável.

Animais mais reativos como os da raça nelore, são mais facilmente contidos, já os mais dóceis e mansos, são os que dão mais trabalho, pois estão sempre alerta procurando por oportunidades de fuga. Mas, se o choque for eficiente, tanto animais reativos e mansos, serão contidos. Se os animais não estão respeitando a cerca elétrica é por que o choque está baixo.

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 Tenha sempre um voltímetro na mão e anote diariamente a voltagem no ponto final de sua cerca. Assim verá que o dia que teve fuga é por que o choque estava abaixo de 3.000 volts.

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 Fazer analogia com um sistema de irrigação é bem interessante para entender melhor sobre cerca elétrica.

Você não compra um motor (bomba d’agua), perguntando quantos km ele joga a água. Pois esta resposta tem muitas variantes. Precisamos saber qual o diâmetro da tubulação, se esta água vai subir morros ou descer, se a tubulação tem problemas, emendas, furos e principalmente quanto de água precisamos jogar no final do sistema.

Estas mesmas perguntas podem ser aplicadas a cerca elétrica.

Precisamos saber o calibre do fio condutor (quanto mais grosso melhor), precisamos saber se é bem galvanizado e novo (o choque corre pela superfície do fio, se ele estiver enferrujado não será um bom condutor), saber ainda se tem muitas emendas (causam uma maior resistência à condução do choque).

Portanto, quanto maior a resistência para passagem do choque, determinada pela bitola e estado do arame, teremos uma necessidade maior de potencia.

Prometer Quilometragem sem saber sobre estas variantes pode ser um tiro no pé.

A grande maioria dos eletrificadores vendidos no Pais não tem 0,5 Joules, sendo um motorzinho muito fraco e que ao encontrar a primeira resistência não conseguem ultrapassar e deixam a cerca sem choque.

Na Nova Zelândia, país de fazendas pequenas,  já existem eletrificadores de 63 Joules liberados. Compare os de 0,5 joules vendidos no Brasil e entenderá por que aqui a cerca tem este descrédito.

Por lá eles usam uma regrinha que ajuda a adequar a potencia do eletrificador a cerca. Para cada Joule liberado montam uns 5 km de cerca, mas por lá, usam potência de sobra, pois não fazem manutenção na cerca. Aqui no Brasil usamos 1 joule para 10 km de cerca nova e em perfeitas condições.  Mas esta regra não se aplica se o fio condutor estiver com muita resistência (enferrujado, cheio de emendas mal feitas), isoladores ressecados (plásticos ressecados perdem a função de isolador, é necessário ter filtro UV no Plástico), aterramento insuficiente, etc. Existe a possibilidade de 1 joule dar conta de bem mais que 10 km, mas é tudo uma relação de carga e potência, ou seja quanto mais potência, mais alcance o eletrificador tem e mais resistências ele atravessa.

Na Nova Zelãndia , por exemplo, quando o eletrificador deles já não está mais dando conta de manter o choque alto na cerca, costumam trocar por um mais potente, pois fica mais barato do que contratar alguém para reformar a cerca toda.

Só que, por lá, eles monitoram a cerca diariamente, pois praticamente todos os eletrificadores, possuem visores digitais, que mostram como está a voltagem média da cerca, bastando olhar para o eletrificador e verificar com quantos volts médios a cerca está. Se não monitoramos a voltagem da cerca, saberemos sobre um problema, somente depois que ele ocorreu.

A cerca elétrica foi desenvolvida na Nova Zelândia em 1938 e de lá para cá, eles já acertaram e erraram muito e hoje podem nos repassar somente os acertos, poupando a todos nós dos dissabores dos insucessos. Basta a nós, termos humildade e sabedoria para copiar o que deu certo.

Este cenário que os países desenvolvidos vivem hoje, em breve será o nosso, pois a mão de obra rural está cada vez mais escassa e cara. Madeira cada vez mais escassa e cara. Teremos que produzir cada vez mais em menos áreas, pois não podemos desmatar mais nada e estamos perdendo área de pecuária para agricultura, para reservas, etc.

Sem falar no crescente aumento do uso de integração lavoura pecuária, que não seria viável sem usar a cerca elétrica, pois não dá para ficar construindo um cerca convencional e desconstruindo seguidas vezes.

Em resumo, quanto mais potente e mais confiável for sua cerca elétrica, mais eficiente será. E consequentemente menos se gastará, pois o caro é madeira, arame e mão de obra.

Existe tecnologia para se construir uma cerca elétrica que substitui a cerca convencional e esta sendo tão eficiente e durável quanto, e  ainda, se gastando no máximo 1/3 do que se gastaria com a construção de uma cerca tradicional, reduzindo em muito a necessidade de manutenção, chegando a níveis de manutenção até mais baixos dos que a manutenção de cerca convencional.

Podemos sim piquetear o Brasil e nos tornar muito mais eficientes e produtivos.

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Quando o assunto é produtividade, nada melhor do que um especialista no assunto. É o que mostra o presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), Lino Nogueira Rodrigues Filho. Ele explica melhor os benefícios e as condições atuais do mercado da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) no Brasil.

Apesar da monta natural ainda ser o método mais utilizado pelos produtores, a inseminação artificial, e principalmente a IATF, vem crescendo exponencialmente no Brasil, justamente por apresentar um alto nível de produtividade, além de garantir um maior controle de padronização e organização do nascimento de bezerros.

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– Hoje, para termos uma ideia, um bom reprodutor consegue reproduzir até duas mil doses por ano. A IATF pode contribuir com um retorno de 22% superior àquele que não a utiliza – explica Lino Rodrigues.

Com foco na produção de gado leiteiro, a Asbia tem uma história de 40 anos de muito sucesso no país. E para o especialista, o maior indicador de sucesso da inseminação artificial é número de partos durante a vida da vaca.

– De 2002 a 2013, o mercado de IATF cresceu em 80 vezes no Brasil – revela Lino Rodrigues.

Atualmente, as raças que comercializam mais sêmen são braford, brangus e angus.

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Fonte: Rural BR Pecuária

Foto 01: Rural Centro

Foto 02: Prefeitura de Santa Maria

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Uma pesquisa desenvolvida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, revela que com o aumento futuro da temperatura na Terra, causado pelas mudanças climáticas, aumentará também o potencial de produção pecuária no Estado de São Paulo. O crescimento, contudo, virá acompanhado de uma maior oscilação de produção ao longo do ano, o que exigirá uma preparação tecnológica dos produtores muito maior.

A pesquisa do agrônomo André Santana Andrade elaborou cenários futuros para a produção de pastagens da espécie Brachiaria brizantha cv. Marandu em função de projeções de mudanças climáticas para o estado de São Paulo. “Buscamos identificar as principais vulnerabilidades do sistema de produção frente a tais mudanças e propor alternativas para minimizar os impactos”, afirma Andrade.

O projeto revelou que, em geral, as projeções mostraram um aumento futuro no potencial de produção. Com base no clima dos dois modelos de simulação avaliados, PRECIS e ETA-CPTEC, houve um aumento médio de 42% e 36%, respectivamente, na produção potencial climática de pastagens. “Isso significa que, se as pastagens forem manejadas semelhantemente ao modelo de Cruz e colaboradores, que desenvolveram o modelo vegetal, haverá um aumento global de produção de forrageira no estado de São Paulo”. O modelo de regressão empírico de Cruz e colaboradores é um projeto de associação do clima com a produção de forragem divulgado em 2011 em artigo, no periódico Pesquisa Agropecuária Brasileira. Andrade associa essa projeção de aumento ao fato de que, de forma geral, a maioria das forrageiras mais cultivadas no estado são tropicais, que são favorecidas com aumento de temperatura.

Nas simulações realizadas durante o estudo, foram considerados alguns cenários de emissões de gases de efeito estufa. Esses cenários são estabelecidos nos relatórios do Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU). “Consideramos os cenários A2 (alta emissão) e B2 (baixa emissão). Para se realizar as projeções, foi necessário ter uma base de dados observada, que considerava o clima atual. Os dados do período de 1963 a 2009, de 23 estações meteorológicas, constituíram esta base”. Os períodos simulados foram de 2013 a 2040, e de 2043 a 2070.

Grandes oscilações de produção
Apesar do aumento anual previsto na pesquisa, Andrade alerta que a variação da produção irá aumentar entre estações e entre anos. “O aumento absoluto será maior na estação chuvosa, tornando a estacionalidade de produção mais marcante. Tal resultado é mais evidente nas simulações com o modelo ETA-CPTEC e para solos com menor capacidade de retenção de água”. Segundo o pesquisador, os resultados variaram muito entre regiões, especialmente para cenários do ETA-CPTEC. Regiões mais quentes, como oeste do estado, tem maior potencial de produção, porém terão menor incremento relativo no futuro.

O pesquisador afirma que, em relação à oferta de carne e leite, que são os principais produtos obtidos das pastagens, não se espera impactos preocupantes quanto ao clima no estado de São Paulo, uma vez que o potencial de produção será maior. Os produtores rurais, classe mais diretamente ligada à produção de pastagens, terão que lidar no futuro com mais tecnologia para se adaptar às maiores oscilações de produção. “Mesmo que o potencial absoluto seja maior, a necessidade de alternativas e técnicas de manejo e conservação serão cada vez maior. Destaca-se que estas considerações se referem à valores médios e tendências nos dados”, completa.

Fonte: Agência USP

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

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